segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Pensamento soltos

Uma vez na escola um amigo meu perguntou se os escritores da fase romântica se guardavam para a mulher ideal, já que sofriam muito em busca dela. A professora disse que não, muitos frequentavam orgias e etc.
E aí eu comecei a pensar a respeito dessas pessoas e de como isso reflete a nós mesmos.
Sempre estamos em busca daquele alguém que achamos ser melhor que nós. As qualidades que vemos, admiramos e desejamos para nós mesmos.
Será que é realmente amor? Ou será apenas prazer carnal, em ter aquela pessoa por perto nos momentos em que nos sentimentos frágeis e precisamos de alguém para alimentar o ego?
Nunca se saberá responder... Apenas sentir.

Cicatrizes

Muitos falam do meu humor ácido e minhas palavras rudes, mau sabem eles que tudo isso foi fruto de decepções da vida.
O ser humano nasce limpo e ingênuo, o mundo é quem os tornam pessoas corroídas pelas desigualdades.
Coitados daqueles que pensam que todos serão correspondidos amorosamente, tudo isso não passa de conversa. A vida é dividida por aqueles que nascem para serem felizes e, aqueles que nascem para servir a felicidade alheia sem nada em troca.
Dizem que meu ego tão grande, que seria impossível gostar de alguém além de mim mesmo, além do meu reflexo.
Na vida você não agarra a felicidade por causa dessas cicatrizes que carregas nas mãos. Por mais que cure elas sempre vão estar lá e, serás incapaz de amar qualquer alguém como antes.

Uma folha

Uma folha em branco e nada mais
Uma folha em branco é o que eu peço para escrever meu passado e meu futuro
Uma folha em branco é a distância entre meus braços grandes em volta do teu pescoço
Uma folha em branco são as minhas marcas de destruição de cada dia
Uma folha, de qualquer cor, mas, apenas um pedaço de mim
Uma folha em branco é a tudo que se passa na minha cabeça e o que não consigo tirar dela.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Juventude Impaciente

Quando se é jovem você acaba tendo uma grande impaciência, como se a vida fosse acabar no dia seguinte e tivesse que aproveitar o máximo. Quando se é jovem sempre há a pressão de como vai ser o primeiro beijo, a primeira vez, o que fazer no primeiro encontro e você não pode fazer nada de errado, tem que sair tudo perfeito. Sempre estamos de mal humor, e achamos que nenhum dos nossos familiares nos entendem.
Mas, quando você vai crescendo você acaba percebendo que tudo isso é uma grande besteira, por mais que todos acabem ficando frustrados com todas as suas primeiras vezes, que tendem a ser realmente terríveis, tudo não passa de um aprendizado.
Pode ter certeza que aquelas pessoas que você considera como ''experientes'', já tiveram um primeiro beijo horrível e uma primeira vez traumatizante. A diferença é que essas pessoas foram praticando e chegando a esse vasto conhecimento sobre esses prazeres necessários da vida. Isso pode até ser considerado como um aprendizado, já que não importa quantas primeiras vezes que você tiver, sempre haverá a chance de melhorar cada vez mais.
Por mais que não faça tanto tempo assim, no meu tempo de criança, nós brincávamos na rua e eramos crianças de verdade. Hoje não, as ''crianças'' estão cada vez mais precoce, e perdendo a fase mais divertida da vida.
Tudo na vida é questão de tempo e fase. Cada um tem o tempo e fase diferente do outro, mesmo que não dê para entender de imediato, com o passar do tempo a maturidade irá clarear tudo...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Filme: Diário de um Adolescente...



Eu estou de férias, então, passo boa parte do meu tempo pesquisando, lendo e assistindo filmes/documentários que chamem minha atenção.
Por falar nisso eu estava assistindo televisão um dia desses de madrugada e, acabei parando em um canal de filmes por falta de opção e, estava passando ''Diário de Um Adolescente''. Minha primeira impressão, só por ler o título do filme, era que seria um típico besteirol americano que contava a história de romance teenage onde o cara é popular e a menina é alvo de bullying e os dois se apaixonam à primeira vista... (BABOSEIRA!)
TUDO IMPRESSÃO MESMO!
Logo nos primeiros segundos de filme eu vi que não era nada daquilo que eu imaginava... sem spoilers... Mas, você acaba tendo uma noção das próximas cenas e a densidade que o filme tem.
Jim Carroll, é um adolescente que vive em NY e o filme é basicamente um diário pessoal dele (já é algo explicito no título) que conta as suas descobertas e, a de seus amigos da escola, da adolescência, como perder a virgindade e seu envolvimento com drogas. Ele e os amigos fazem parte do time de basquete da escola, veem suas vidas mudarem a partir das várias descobertas.
O filme é baseado em fatos reais e o personagem de Jim, é vivido pelo Leonardo DiCaprio e, não tem palavras para descrever o que é a atuação dele nesse filme, com certeza esse é um dos meus filmes favoritos.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Um alguém que conheci...

Entre milhares de pessoas que conheci nenhuma me impressionou tanto como você.
Seus olhos calejados de mistério.
Seus lábios grossos e perfeitamente contornadas de vida...
Me fizeram experimentar o que alguns chamam de delírio,
mesmo sem ter ao menos encostado minhas mãos em seu corpo.

Você pode até me perguntar o motivo de nunca ter tentando uma aproximação ou nem mesmo uma troca de olhares singelas.
Mas saiba, eu tentei, sim, por mais complexo que seja entender os meus jeitos de aproximação e a forma de como eu lhe desejo, eu tentei.
Mesmo tendo várias conversas sobre o passado e o futuro e um possível presente, nossas vidas particulares que vinham passando por momentos de transições, complicações e tensões; sobre desejos e vontades que talvez nunca tive falado abertamente a alguém que conheci em tão pouco tempo e me conquistou.
Por mais que minhas palavras te machucassem, era a única forma que eu tinha de me defender dos meus sentimentos que cada vez mais cresciam dentro de mim e, ao mesmo tempo eu via que minhas chances com você diminuiam cada vez mais. E, por mais que eu lutasse contra isso, não adiantava nada.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Felicidade

E todos aqueles que foram vistos sorrindo foram julgados e condenados por estarem felizes no momento onde deveriam se abater por tudo que estava acontecendo em suas vidas. Pois, era assim que todos deveriam ser em momentos ruins, correrem de seus problemas e não enfrenta-lós. Essas pessoas receberam pena máxima e teriam que aguentar pelo resto de suas vidas pessoas invejosas e de caráter duvidoso diariamente. 
Entretanto, todos aqueles que foram vistos sorrindo, continuam com o mesmo sorriso de esperança que levam consigo todos os dias, enfrentando aqueles que continuam a julgá-los e compartilhando a felicidade por onde passam. Já que a felicidade é algo sentida por poucos, e apenas por aqueles que se abrem e vivem a vida como protagonistas e não como coadjuvantes.
 
 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Coisas que não entendo

Talvez eu ainda não entenda o motivo por você ter me escolhido para estar ao seu lado durante esse tempo, eu poderia fazer uma lista com uma série de motivos para você não ter nem perdido seu preciso tempo investindo em conversas durante a madrugada, convites para sairmos juntos e até mesmo admirando algo que não tinha o que admirar.
Mesmo achando que você deveria mudar o grau dos seus óculos para me enxergar melhor e visualizar o que você chama de "coisa linda", mesmo achando que você está comigo porque perdeu algum tipo de aposta, mesmo achando que há tantas pessoas bem melhores... Você me escolheu.
Nunca tive paciência para frases de efeito, principalmente as de amor, mas realmente " ninguém morre sozinho".
Obrigado por estar ao meu lado, por aguentar todas as minhas manias chatas de perseguição, por me fazer companhia quando estava sem ninguém em casa, por me fazer feliz.

Infância

Saudades de quando eu era criança, eu era muito mais corajoso do que hoje em dia, por mais que naquela época eu não reconhecesse isso. Eu não ligava para nada ao meu redor e não tinham limites nos meus planos e pensamentos, era como se tudo que eu quisesse fosse possível, não tinha ninguém para me dizer o que era certo ou errado e, se tivesse eu não me importava, eu ia mesmo assim.
Mesmo que eu quebrasse a cara diversas vezes quando eu era criança, isso não me fazia desistir e nem me sentir culpado por minhas ações, na verdade, acho que naquela época eu não sentia culpa de nada e penso que a culpa é um sentimento que vem se desenvolver quando você cresce.
Talvez seja porque nunca somos levados à sério quando somos crianças e tudo que fizemos não tivesse nenhuma consequência. Quando você cresce você sempre escuta que não se dever perder a criança que há em você mas, ao mesmo tempo as pessoas exigem uma postura mais madura e que se distancie cada vez mais de quando você tinha deus doze anos de idade.
Crescer é difícil, primeiro vem as paixões não correspondidas, depois disso vêm as responsabilidades e deveres que entram em contradição com nossas vontades e, por ultimo, vem a quebra da realidade de que todos ao seu redor construíram, das mentiras sobre o ''ser feliz é o que importa'', sobre o ''eu te amo'', sobre ''nunca vamos parar de nos falar''.